Confira outras dicas de como evitar conflitos de interesse em negócios de família

No artigo anterior, ressaltei a importância de que as empresas familiares, principalmente, tenham regras claras de gestão. Reforço que a sua ausência gera uma espécie de teto de vidro e isso dificulta o negócio a atingir o seu potencial e a solucionar os seus conflitos. No primeiro texto, apresentei a primeira regra, e agora destaco as restantes.

Veja abaixo algumas recomendações que certamente irão favorecer a gestão do negócio familiar e minimizar riscos, além de facilitar a solução em casos de conflitos.

 

Como contratar membros da família

Regra 2 – Não criar duas classes de funcionários (da família e de fora dela), pois não é recomendável que os membros familiares tenham tratamento diferenciado. Se houver essa distinção dentro da empresa, mesmo que subliminar, as chances de trazer falta de motivação e baixa produtividade são significativas.

Regra 3 – Ter cuidado para não abusar das relações familiares, não conceder recompensa ou punição por serem parentes, com um histórico pessoal com o gestor. Logo, se um funcionário não recebe bônus devido ao não atingimento das metas ou se é advertido por não cumprimento de horários, o mesmo deve ser aplicado ao funcionário membro da família. Da mesma forma, a premiação pelo atingimento de metas deve ser aplicada ao funcionário membro da família, não sendo recomendável deixá-lo de fora sob o argumento de que “um dia será dono da empresa”.

 

Ensinar filhos a assumirem o negócio

Regra 4 – Apostar em uma comunicação clara, honesta e aberta aos funcionários sobre os planos da empresa e as suas metas para o futuro, com relação à sucessão, para não gerar insegurança e especulações. Também é recomendável que os membros da família sejam preparados para serem sucessores, participando de cursos e workshops voltados às futuras responsabilidades, pois é fundamental entender a diferença entre as decisões familiares e de negócios.

Regra 5 – Não usar os bens e serviços da empresa para finalidades familiares. Não é recomendável, por exemplo, que um prestador de serviços da empresa seja contratado, no mesmo contrato, para prestar serviços na residência dos familiares, pois isso configura promiscuidade na gestão.

 

Retorno em breve, com mais dicas, recomendações e exposição de temas relacionados à gestão familiar, entre outros. Acompanhe nosso blog e as nossas redes sociais (Facebook e LinkedIn).

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